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A solução para criar atos seguros e saudáveis, começa pela «força do exemplo positivo»!

Uma mãe realizou uma longa viagem para falar com Ghandi. Quando chegou, disse: 

- Mestre este meu filho tem diabetes. Por favor, fale com ele e peça-lhe que deixe de comer doces.

Ghandi respondeu: - Minha senhora peço-lhe o favor que volte daqui a duas semanas.

Passados os quinzes dias a senhora voltou com o filho e imediatamente ouviu o mestre a solicitar ao filho que parasse de comer doces.
A mãe ficou muito intrigada e perguntou: - Mestre, mas porque tive de esperar quinze dias? Ghandi respondeu: - Minha Senhora, como é que eu poderia pedir isso ao seu filho se eu próprio não o fazia e se ainda nesse dia tinha comido doces?

Todos nós já ouvimos esta história em algum lado, é uma história simples que se encontra relacionada com a saúde, mas que pode servir de exemplo para o requisito de base “força do exemplo positivo” dos programas comportamentais de segurança e saúde, implementados com o objetivo de mudar comportamentos. Este requisito não é exclusivo das fases finais evolutivas da cultura de segurança, pode e deve ser praticado mesmo na fase de cultura de segurança reativa ou dependente, onde as condições não seguras são o maior foco.

O exemplo positivo é sempre bom de ser protagonizado por qualquer pessoa, seja ela quem for, mas temos que ter consciência que a força desse requisito depende do lugar que essa pessoa ocupa no grupo, tendo maior impacto na mudança quando este é acionado por aqueles que se posicionam no topo, formal ou informalmente, aos quais os outros devem ou querem seguir. Tendemos a ouvir ou a seguir aqueles que prioritariamente nos conquistam ou nos mostram com ações, com seu exemplo, os caminhos mais corretos, mais seguros e saudáveis, os perigos e riscos a serem eliminados ou reduzidos, ou o erro que estamos a cometer ou prestes a cometer.
Se considera que não tem capacidade nem vontade para cumprir na prática o que pede aos outros, então não peça. A velha frase “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” é inimiga da segurança e saúde, e tem que ser abandonada.

As pessoas, sejam elas trabalhadores ou indivíduos sociais, estão cada vez menos tolerantes com aqueles que pregam a mudança e verificam na prática que são eles os primeiros a não cumprir. Trabalhe a “força do exemplo positivo” na gestão diária de segurança e saúde e irá ver que a sua imagem será processada pelos trabalhadores e servirá como uma alavanca para os implicar e comprometer com a segurança e saúde. Ao longo do tempo, as relações sociais extralaborais levarão essa imagem a clientes e fornecedores e até o seu negócio ficará mais forte. Em contexto de sociedade o requisito será o mesmo, um professor não pode exigir ao aluno aquilo que o próprio não faz, um pai não pode impor aos filhos aquilo que ele não executa, e as forças policiais não poderão exigir aos cidadãos aquilo que eles não praticam. Nada é mais forte do que o exemplo positivo, seja para o negócio, seja para a segurança e saúde, seja para a própria sociedade em geral!

Augusto, N. (2012). A solução para criar atos seguros e saudáveis, começa pela «força do exemplo positivo»!. Revista Segurança Comportamental, 5, p.3

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