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VAL ou TIR?

Quando decidimos fazer um investimento devemos comparar o nosso plano com outras alternativas, para termos a certeza de que vamos escolher a melhor opção.

As pequenas empresas, por exemplo, poderão decidir entre investir numa máquina ou manter o dinheiro aplicado num fundo de investimento ou, ainda, entre contratar mais uma pessoa ou duas pessoas.

Na comparação entre alternativas de investimento de capital, existem alguns métodos que podem ser utilizados.

Para fazer contas, o empresário tem várias fórmulas que o podem ajudar a decidir da melhor forma, tal como o Valor Atual Líquido (VAL) e a Taxa Interna de Rentabilidade (TIR).

Falemos, então, sobre estas poderosas ferramentas de gestão, de apoio ao empresário! Se, por um lado, o VAL tem como função avaliar a viabilidade de um projeto empresarial através do cálculo do valor atual do saldo entre as entradas e as saídas de dinheiro da empresa (fluxos de caixa) medindo a rentabilidade do investimento em termos absolutos, a TIR é uma taxa de desconto que, quando aplicada aos fluxos de caixa, lembra o investidor que os valores de despesa (no valor presente) são iguais aos valores do retorno do investimento em causa medindo assim a rentabilidade do investimento sobre o capital investido em termos relativos (em %).

O VAL é reconhecido como o critério mais vantajoso, dado não sofrer das limitações que a TIR enfrenta, nomeadamente das taxas de rentabilidade múltiplas.

Quando a série dos cash-flows de um projeto apresenta mais do que uma variação de sinal é possível identificar-se mais do que uma TIR, tornando-se inconsistente como critério de decisão.

Existindo mais do que um custo de oportunidade de capital, o cálculo da TIR, como média da taxa de juro, torna-se pouco útil. Porém, tanto o VAL como a TIR assumem pressupostos quanto à taxa de reinvestimento dos cash-flows.

Na seleção de projetos, com investimento inicial muito diferenciados, é possível que a TIR e o VAL não recomendem idênticas opções, dado que a TIR é um indicador relativo da rendabilidade, enquanto o VAL mede o valor absoluto do excedente gerado pelo investimento.

Contudo, quando se comparam projetos alternativos encontram-se situações em que a decisão resulta da taxa de atualização dos cash-flows.

Tendo a certeza de que a análise de investimentos deverá ser regra de ouro em qualquer projeto empresarial, julgo que qualquer empresário deverá recorrer a fórmulas de gestão que deverão informar qual o melhor caminho para se maximizar o valor dos projetos e das empresas ao invés da utilização de critérios não sofisticados não financeiros e empíricos.

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Luís Lopes

Consultor Financeiro

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