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Rendabilidade Financeira

Os indicadores financeiros são ferramentas importantes para os stakeholders conhecerem a situação dos projetos empresariais, visto fornecerem informação

sobre a saúde financeira dos negócios.

No entanto, a informação poderá ser mal interpretada tornando as indicações pouco percetíveis para todos.
Comecemos por referir a Rendibilidade do Capital Próprio (RCP = ROI), que é obtida pela proporção do Resultado Líquido sobre o total do Capital investido pelos sócios medindo, assim, a eficiência com que a empresa utiliza os capitais dos sócios entretanto investidos:

RCP = (Resultado Líquido n / Capital Próprio n-1) x 100

Em termos resumidos, o seu valor representa a taxa máxima de remuneração do capital próprio aplicado na empresa.

Contudo, sabendo que o risco financeiro reflete a variação dos fluxos financeiros em função dos fluxos económicos, de estrutura dos capitais da empresa e da remuneração dos capitais investidos, os empresários deverão ter em conta que a avaliação do risco financeiro deverá ser medida através do indicador denominado de Grau de Alavanca Financeira (GAF), para estabelecerem uma relação entre o nível da atividade da empresa e os seus resultados de exploração, medindo o efeito financeiro de alavancagem que traduz o impacto na rendibilidade financeira do maior ou menor grau de endividamento da empresa.

Os interessados, deverão saber que quanto maiores forem os Gastos Financeiros, maior será o GAF e, por conseguinte, o risco financeiro.

Ao fim ao cabo, os rácios de rentabilidade relacionam os lucros da empresa com o seu património, comparando o lucro que a empresa foi capaz de gerar num determinado período de tempo com dados relativos à dimensão da empresa, seja o montante investido, o valor do ativo ou o valor líquido da empresa.

No financiamento da atividade, as empresas recorrem a capitais próprios (capital social, meios libertos gerados pela empresa não distribuídos, prestações acessórias de capital, etc.) e a capitais alheios (financiamentos bancários, leasings, empréstimos obrigacionistas, desconto de letras e livranças, etc.).

As teorias sobre a estrutura de capitais pressupõem a existência de mercados eficientes e o livre acesso aos mercados de capitais (acionista e obrigacionista), o que não acontece para a generalidade das PME portuguesas, as quais estão quase exclusivamente dependentes do financiamento de um número restrito de acionistas e do financiamento bancário.

Importa agora definir os principais indicadores (rácios) relacionados com a estrutura de capitais, designadamente a autonomia financeira, a solvabilidade e a cobertura dos ativos não correntes:

Os Meios Libertos Brutos avaliam a capacidade da empresa garantir as comparticipações a entregar ao Estado.

Os Meios Libertos Líquidos avaliam a capacidade da empresa assegurar o seu crescimento.

O Valor Acrescentado Bruto mede o excedente da riqueza gerado pela empresa.

A Rendabilidade do Capital Próprio avalia a eficácia com que a empresa utiliza os capitais investidos pelos sócios.

O Grau Alavanca Económico indica a variação percentual do resultado de exploração face à variação percentual das vendas.

O Grau Alavanca Financeiro regista a variação percentual dos resultados líquidos face à variação percentual dos resultados de exploração.

Em suma, a sustentabilidade económica e financeira das empresas exige, a curto prazo, a tomada de medidas que permitam reforçar a sua competitividade, melhorar a eficiência de gestão dos inventários, aumentar o poder negocial com fornecedores e ultrapassar os seus desequilíbrios financeiros.

É regra de ouro, perceber que qualquer balanço deverá ter em conta o aumento da maturidade dos seus passivos e, se possível, a redução do seu endividamento, eventualmente, através do reforço dos capitais próprios.

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Luís Lopes

Consultor Financeiro

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