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Avaliação Empresarial

05 junho 2020
Autor :  

A avaliação de empresas é uma atividade muito frequente no dia-a-dia empresarial.

Num mundo submetido demasiadamente às leis do mercado, onde tudo se compra e tudo e mais alguma coisa se vende, a um ritmo muito rápido, as empresas não escapam aos mecanismos de transação acelerados.

De tal forma que em Portugal mais de seis mil empresas fecham ou mudam de mãos todos os anos.

Por esta e outras razões, por vezes, é necessário proceder à avaliação das empresas. Porém, a especificidade de cada realidade empresarial condiciona os métodos de avaliação a aplicar, tal como a definição dos respetivos parâmetros de avaliação. Os empresários podem recorrer à avaliação usando, por exemplo, a análise de projetos de investimento, sendo o Valor Atual Líquido (VAL) um dos indicadores de viabilidade, de avaliação das capacidades de o negócio criar rendimento futuro.

Contudo, há uma regra muito simples que é a de seguir os instintos dos fluxos monetários para se sentir o futuro: ao analisar os fluxos de caixa (fluxos de entrada e de saída de dinheiro) o empresário pode compreender se o fluxo tende a ser positivo devido aos valores das vendas, dos juros recebidos, etc. ou se é negativo devido à quantidade de dinheiro que sai da caixa devido aos salários, às compras, aos impostos, aos fornecimentos de serviços externos, etc.).

Note que o fluxo de caixa líquido é a diferença entre o fluxo de caixa positivo e o fluxo de caixa negativo, respondendo à maior questão do negócio: quanto dinheiro é que, no final de cada dia, fica em caixa?  Mas há mais! No mundo dos negócios é muito importante e corajoso saber parar quando o negócio não gera proveitos suficientes para cumprir com as obrigações.

Mal do empresário que se engana a si próprio e aos seus trabalhadores (principais parceiros de negócio) em prol do seu ego, das suas manias ou da sua ignorância. Por isso, se não existir capacidade de gestão ou a intenção de continuar com o negócio, é necessário escrever um plano de cessação. Se o objetivo é encerrar, não faz sentido a aplicação de métodos que avaliem a capacidade de criação de rendimento futuro, mas sim a valorização dos bens patrimoniais existentes.

Tal como as pessoas, a identidade da empresa é formada pela sua história de vida. Pela qualidade do serviço e dos produtos oferecidos até então; da cultura empresarial e daquilo que a torna diferente das demais (valor). O balanço e os resultados líquidos dos últimos anos são documentos fundamentais para o empresário perceber onde está e para onde quer ir.

Todo o empresário deverá considerar a continuidade do negócio (ou não), pelo que deverá avaliar, periodicamente, o seu negócio: quer em termos da sua capacidade futura para gerar rendimento quer pela avaliação do património existente, criado até à data. A Capacidade de gestão dos empresários, que deve ser feita, tal como já referi, pela medição periódica do valor da sua empresa, pode constituir uma forma de avaliação do desempenho dos responsáveis pela mesma.

A medição periódica do valor de uma empresa pode constituir uma forma de avaliação do sucesso ou do fracasso das estratégias implementadas na empresa. Tal como a atitude das pessoas; a cultura empresarial deve ser saudável, baseada na ética. 

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Luís Lopes

Consultor Financeiro

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